Iotti e Molossi, candidatos na chapa de Merlo, tem projetos

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© Desiderio Peron - Insieme / Asib

CURITIBA – PR – O cartunista ítalo-brasileiro Carlos Henrique Iotti, criador de ‘Radicci” e “Genoveva” – espécie de estereótipos da grande comunidade de ‘oriundis’ no Sul do Brasil, é uma das novidades desta campanha para as eleições parlamentares italianas de abril. Candidato ao Senado pela chapa do argentino Ricardo Merlo, ele confessa sua falta de afinidade com campanhas políticas mas, ao mesmo tempo, é até aqui o único candidato a propor uma corrente contra a maré: não só difundir e democratizar o ensino da lingua e da cultura italiana num país como o Brasil, com cerca de 30 milhões de ítalo-descendentes, mas, principalmente, levar a Roma e à Itália o que essa grande comunidade foi e é capaz de produzir e representar: “precisamos – diz ele - levar nossa cultura até a Itália”, pois “já é hora de mostrar o que se faz de novo em artes plásticas, música, teatro, literatura, nesse pedaço abençoado da América do Sul”.

da revista insieme

 

Assim como Iotti, de quem é conterrâneo, o advogado Luis Molossi, de Curitiba-PR, candidato a deputado também na chapa de Merlo, declara-se empolgado com o projeto proposto pelo argentino. “A proposta de um Movimento Associativo ‘Italiani all’Estero’ – diz Molossi - que envolve todo o nosso continente e com um projeto para os próximos 20 anos vem ao encontro de todos os meus ideais e me fez aceitar de imediato o convite para participar desta eleição.” Molossi, Segundo diz, ficou “entusiasmado” e aceitou o desafio. “Sabemos das dificuldades – acrescenta - mas a energia e confiança são tantas que não enxergamos obstáculos devido à clareza e objetividade das propostas”. Dentre suas propostas está a questão das “filas da cidadania” diante dos consulados italianos que operam no Brasil.

Apresentamos, a seguir, as principais idéias dos dois candidatos, nos mesmos moles em que foram apresentadas as idéias dos outros dois ítalo-brasileiros que integram a chapa de Merlo,

n Quem é Molossi?

 

MOLOSSI - Desde criança sempre convivi com as Comunidades Italianas emigradas. Até os meus 15 anos, em Nova Bassano-RS, éramos uma grande comunidade vêneta (Vicentini/Bellunesi/Trevisani e outros) e nossa família, de outra menor, Lombarda (Cremonesi), mas sempre houve um convívio harmônico. Depois, em Curitiba, muitos anos de estudo e formação profissional até que reencontrei a língua italiana, estudando-a a fundo até me tornar professor desde 2003, mesma época que obtive, sozinho, a cidadania italiana. Com a intensa participação nas atividades culturais e movimentos associativos houve a oportunidade de participar das eleições para o Comites em 2004, onde fui eleito com mais que o dobro de votos que imaginava receber dos eleitores do PR e SC. Parte de minha família permanece no RS onde mantenho uma pequena propriedade rural de modo a nunca dissolver o vínculo com minhas origens. E o Carlos Henrique Iotti é da mesma região que a minha, motivo do nosso imediato engajamento na campanha. Do Comites e dos inúmeros contatos com a Comunidade Italiana do Paraná e em todo o Brasil surgiram amizades como o Itamar Benedet que sempre foi um parceiro leal, o Boscolo que conheci em uma assembléia vêneta, assim como Oscar de Bonna e, por último o Ricardo Merlo, que tem o orgulho de ser o único político italiano eleito na América Meridional em 2006, não nascido na Itália. A proposta de um Movimento Associativo ‘Italiani all’Estero’ que envolve todo o nosso continente e com um projeto para os próximos 20 anos vem ao encontro de todos os meus ideais e me fez aceitar de imediato o convite para participar desta eleição.

 

n Quem é Iotti?

 

IOTTI - Sou jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Atuo como chargista na ‘Zero Hora’ e ‘Pioneiro’ de Caxias do Sul. Em 1983 criei um personagem que me ligou de maneira indelével à comunidade italiana do sul do paÍs. Há 25 anos crio tiras diárias do ‘Radicci’ para esses jornais e mais outros de Santa Catarina e Paraná. Em 2006 fiz uma exposição na cidade italiana de Porto Viro e lancei a versão traduzida do ‘Demo Via’, a história da imigração italiana em quadrinhos. Para esse ano tenho a idéia de lançar um livro de quadrinhos em combinação com o jornalista Emanuelle Bellato, de Porto Viro. O convite do deputado Ricardo Merlo, foi uma grande surpresa , em um primeiro momento, e um grande desafio a ser encarado. Uma chapa associativa que busca a união dos diversos segmentos ligados ao italianos da América Latina é um grande projeto. Vamos em frente!

 

 

n Com que disposição aceitou o convite do deputado Ricardo Merlo para concorrer às próximas eleições?

 

MOLOSSI - Uma chapa mista, formada por candidatos comprometidos com os italianos residentes no exterior era a que melhor se ajustava às minhas idéias a respeito da situação dos italianos aqui residentes. Por este motivo, mesmo tendo sido sondado por outra chapa, mas conhecendo o Deputado Merlo, sua atuação em favor da comunidade italiana e o projeto que me foi apresentado, confesso que fiquei entusiasmado e aceitei o desafio. Sabemos das dificuldades, mas a energia e confiança são tantas que não enxergamos obstáculos devido à clareza e objetividade das propostas.

 

IOTTI - Para falar bem a verdade, quando o Deputado Ricardo Merlo me fez o convite, achei que era alguma brincadeira. Num primeiro momento fiquei estático, contemplativo e pensativo. Jamais havia passado por minha cabeça me candidatar. Quanto mais ao Senado Italiano! Passado o susto, interado do grande projeto do Movimento Associativo ‘Italiani all’Estero’, que se movimenta como um monólito, sempre junto, resolvi aceitar a – como se diz no RS- essa empreitada. Procurarei compensar a falta de experiência e cacoete político por trabalho e dedicação. Não vou mudar meu jeito. Sou uma pessoa simples assim como o meu personagem. Evidente que é importante que as pessoas saibam diferenciar o criador e a criatura, mas sempre que possível vamos trilhar em paralelo essa caminhada. “ Fà pulito, Neno!”

 

n Que propostas e idéias vai defender?

 

MOLOSSI - Os pontos fundamentais da Lista Merlo são os mesmos que venho defendendo desde a campanha vitoriosa ao Comites, sendo que podemos dividí-los em três blocos distintos, porém interligados:

Jovens (acesso privilegiado à língua, cultura e esporte; cursos de formação profissional, estágios e intercâmbios; oriundos: inserção da grande massa de descendentes no ambiente cultural italiano, benefícios do Sistema Itália hoje e no futuro, também com o estímulo ao desenvolvimento de projetos para pequenas e médias empresas);

Solidariedade italiana (Programas sociais que beneficiem os italianos menos favorecidos; acesso a remédios e assistência sanitária aos mais velhos, como o cheque social já existente em outros países da América do Sul, menos no Brasil);

Direitos civis (Reforma e otimização dos serviços consulares, diminuindo as exigências burocráticas e as filas para obtenção da cidadania italiana; aprovação da Lei Merlo em tramitação para os direitos de transmissão de cidadania às mulheres nascidas antes de 1948 e uma lei definitiva para o drama dos Trentinos);

 

IOTTI - O Movimento já tem bandeiras que são empunhadas pelo Deputado Ricardo Merlo. O fim da discriminação das mulheres nascidas antes de 1948, que não podem transmitir a cidadania. A atenção aos pleitos dos descendentes de italianos com a situação precária dos Consulados e ao tempo excessivo de espera para a obtenção da cidadania. Mas minha dedicação maior será em relação à Cultura. Temos as Universidades Italianas, que deveremos ampliar convênios. Tanto em graduação e pós-graduação, principalmente nas área humanas, precisamos ampliar , e muito, a participação dos latinos, com atenção especial ao sul do Brasil, nessas universidades. A ampliação e democratização do estudo do italiano. Temos que pulverizar o ensino pois quando se estuda uma língua, também você mergulha nesse país. Por fim, precisamos levar nossa cultura até a Itália. Não falo apenas em corais cantando musicas da imigração. Nada contra os corais que cantam ‘Mérica, Mérica’, mas já é hora de mostrar o que se faz de novo em artes plásticas, música, teatro, literatura, nesse pedaço abençoado da América do Sul.

 

n Como pretende desenvolver a campanha e, tendo em vista a amplitude territorial (América do Sul), com que recursos, já que é uma chapa desvinculada de partidos políticos?

 

MOLOSSI - Com os meios disponíveis a todos os candidatos: Comunicações diretas com os eleitores pelos diversos canais disponíveis, apoio da comunidade que conhece nosso trabalho e propostas; visitas e reuniões com nossos contatos pelo Brasil e até em alguns países da América Latina.

 

IOTTI - Farei do meu modo, com calma, sem atropelos e sem loucuras. Sou um neófito em campanha. Vou usar a internet, que é um meio rápido e democrático.

 

n Merlo tem, segundo anuncia, um projeto a longo prazo: um movimento ítalo-sul-americano. Conhece o projeto e em que consiste?

 

MOLOSSI - O que é mais interessante nesta fase inicial da campanha é que confrontando as propostas do Movimento Associativo ‘Italiani all’Estero con Merlo’ e o nosso programa para o Comites 2004, quando fui eleito, temos uma identificação perfeita, cujos pontos já foram apresentados na resposta da pergunta 2 acima. A idéia de levar este movimento de integração e de longo prazo a todo o continente sul-americano foi decisiva para apoiar a iniciativa.

 

IOTTI - Sem dúvida esse foi um aspecto decisivo quando aceitei. É um projeto que não termina na contagem das cédulas. Ao contrário, começa ali.

 

n Como vê, diante disso, a atividade dos Comites, do CGIE e dos parlamentares eleitos há dois anos, nas primeiras eleições em que participaram os italianos no exterior?

 

MOLOSSI - Todos sabem que os votos do exterior foram decisivos para a formação do Governo Prodi. E a lei eleitoral não facilitou nada, dando muita importância aos partidos menores. O custo foi a queda. Falando dos políticos eleitos no exterior, era de se esperar acertos e erros pois tratou-se de uma experiência inédita, com grandes riscos. Posso dizer que o Merlo foi muito atuante, não se furtando às suas responsabilidades, superando qualquer expectativa. De qualquer modo, acho positivo, pois finalmente as discussões chegam mais vivas ao CGIE e aos Comites e até à própria comunidade, mas ainda há muito que fazer. Grande parte dos italianos no exterior não sabem o que está acontecendo e ainda serão necessários alguns anos até que os mesmos se acostumem com esta nova realidade. Creio na revitalização dos Comites e do CGIE pois, com apenas 2 senadores e 3 deputados (no nosso continente) muitos líderes capazes e preparados ficarão de fora, mas continuarão dando sua contribuição à política em seu território e com sua comunidade.

 

IOTTI - Como já afirmei, sou um novato. Estou chegando agora e vou procurar estar informado sobre a revitalização dos Comites, que fazem essa interface com a Itália. Temos muito a caminhar nessa estrada.

 

n Outras considerações que queira fazer:

 

MOLOSSI - Uma das conseqüências da lista Merlo já está sendo sentida: houve uma grande surpresa junto às lideranças que se sentiam únicos postulantes a qualquer que fosse o cargo representativo da comunidade italiana, seja no Brasil ou qualquer outro país do continente. Todos falavam em “unir as forças”, mas isso somente se fosse em seu favor, sem risco de perder terreno. Nosso grupo propõe um Movimento Associativo em toda a América Latina, com as propostas que já foram explicitadas aqui. Trata-se de um projeto para o futuro, com a certeza de sua continuidade na próxima eleição, que, para nós, será apenas uma etapa a ser superada. Ao contrário do que muita gente vem falando a respeito de divisão no Brasil para beneficiar a Argentina, lembramos que estamos falando de eleições Italianas, e nosso movimento visa integrar os italianos do continente sul-americano e não dividi-los. “Alea jacta est”.

 

IOTTI - Não esperem um candidato tradicional ao Senado. Sou um cartunista e humorista, mas tenho a convicção que nós humoristas somos pessoas muito sérias. Não pretendo fazer bobagem, mas faremos tudo com bom humor.Tenho propostas sérias assim como é forte o Movimento Associativo. Muitas coisas estão mudando, sinto essa brisa que começa a levantar as folhas do chão. São os ventos da mudança. Hora de embarcar e enfunar as velas. “La nave và e nessuno la fermerà! Avanti!”

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Cosa è l'Unione interparlamentare

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www.ipu.org
Le origini dell'Unione interparlamentare risalgono al 1889 quando, su iniziativa di due parlamentari, William Randal Cremer (Regno Unito) e Frédéric Passy (Francia) si tenne a Parigi la prima Conferenza Interparlamentare cui parteciparono i delegati di nove Paesi: Francia, Regno Unito, Italia, Belgio, Spagna, Danimarca, Ungheria, Stati Uniti, Liberia.
Nel corso del tempo, l'Unione interparlamentare si è trasformata da semplice associazione di parlamentari, in un'organizzazione mondiale dei Parlamenti. Attualmente l'Unione interparlamentare è un'organizzazione internazionale che riunisce i rappresentanti dei Parlamenti di 150 Stati sovrani . Essa costituisce un foro privilegiato di concertazione parlamentare, con l'obiettivo di sostenere la pace e la cooperazione tra i popoli e rafforzare le istituzioni parlamentari.

L'Unione interparlamentare è composta di Gruppi Nazionali, rappresentanti i rispettivi Parlamenti. Il Gruppo Nazionale è creato per decisione del Parlamento membro, "costituito in conformità delle leggi di uno Stato sovrano". In ogni Parlamento può essere creato un solo Gruppo Nazionale.

Il Presidente dell'Unione Interparlamentare, eletto il 19 ottobre 2005 (a larga maggioranza con 230 voti su 337 voti validi) è l'Onorevole Pier Ferdinando Casini (Italia), già Presidente della Camera dei deputati italiana nella XIV Legislatura. (Il Presidente della U.I.P. è eletto per un solo mandato di 3 anni).Attualmente è Presidnete Onorario dellUIP.
Gli organi dell'Unione Interparlamentare sono: l'Assemblea dell'Unione, il Consiglio Direttivo, il Comitato Esecutivo, la Riunione delle Parlamentari donne e il Segretariato.

Il principale organo dell'Unione è costituito dalla Assemblea Interparlamentare (artt. 10 - 17 dello Statuto). Sono previste due Assemblee l'anno, una in primavera ed una in autunno. Ad essa partecipano circa 700 parlamentari, per studiare i problemi internazionali e formulare raccomandazioni.

Alla Assemblea partecipano i parlamentari designati dal rispettivo Gruppo Nazionale. Lo Statuto richiede la presenza di almeno una donna, se il Gruppo ne annovera. Il numero dei parlamentari delegati alla Assemblea varia in relazione alla popolazione dei rispettivi Stati.. Per l'Italia il numero dei componenti della delegazione è di 8 parlamentari, per la Sessione Primaverile dell'Assemblea (della durata di 6 giorni), e di 5 parlamentari, per la Sessione Autunnale (della durata di tre giorni), che negli ultimi anni si tiene a Ginevra: i parlamentari designati, sono scelti tra deputati e senatori, in rappresentanza dei gruppi parlamentari.

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Intervista a Mariano Gazzola:Io credo nella forza dell’italianità

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da TRIBUNA ITALIANA n.1242 del 9 gennaio 2008

Il presidente del C.A.V.A., segretario del Comites di Rosario e consigliere del C.G.I.E., parla dell’identificazione delle nuove generazioni con i valori ereditati dagli emigrati e del ruolo chiave dell’Associazionismo. Inoltre si riferisce al nuovo piano di assistenza sanitaria per gli italiani indigenti, basato sull’esperienza del Progetto A.V.A. (Anziani Veneti in Argentina), una iniziativa del C.A.V.A., allora presieduto dall’Onorevole Ricardo Merlo.

 

 

“L’italianità fra le nuove generazioni è una forza che spesso, è nascosta nel più profondo di ogni persona e che, come i fiumi carsici, quando si verificano determinate condizioni, tornano in superficie”. E’ quanto sostiene Mariano Gazzola che poi sentenzia: “Io credo nella forza dell’italianità, nel complesso di valori e opere che costituiscono l’eredità di migliaia di emigrati che arrivarono in questa terra.”

E’ valido ricordare al lettore sprovveduto, che i fiumi carsici sono quelli che attraversano superficie calcaree, e la cui portata viene inghiottita dal terreno fino a sparire. L’acqua che non vediamo però, continua a correre in profondità e quando trova un terreno diverso, torna ad emergere.

Gazzola è un esponente delle nuove generazioni. Di famiglia italiana, è nato a Rosario 35 anni fa, ha studiato Giurisprudenza ed è sposato con Maria Celeste. Nel 1991, quando aveva 19 anni, insieme ad un gruppo di giovani di origine veneta, costituirono la Gioventù Veneta di Rosario. Allora intraprese una strada che lo ha portato a occupare diversi incarichi nelle associazioni, fino a raggiungere alcuni obiettivi di maggiore rilevanza.

Nel 2004 ha fatto parte della Lista Associativa e Federativa nella quale è stato eletto per far parte del Comites di Rosario, (il secondo più importante dell’Argentina), nel quale più tardi è stato nominato segretario. Nel mese di luglio dello stesso anno è stato eletto Consigliere del Consiglio Generale degli Italiani all’Estero e nominato Segretario della Commissione tematica “Nuove Generazioni”. Dal 2006 è presidente del Comitato delle Associazioni Venete dell’Argentina (C.A.V.A), federazione che raggruppa 31 sodalizi veneti in tutta l’Argentina. Da ricordare inoltre la sua partecipazione a numerosi congressi e convegni, sia in Argentina che all’estero, e i vari corsi che ha frequentato, tra i quali, sottolinea, il corso di formazione per dirigenti, oggi organizzato dall’Utrim.

- Nella sezione “Ricerche professionali” degli annunci dei giornali, è comune che chiedano “giovani con esperienza”, requisito che a volte sembra una contraddizione. Ma non è il tuo caso...
- Il fatto è che non c’è alternativa alla partecipazione e in questo campo, l’associazionismo è fondamentale.

- Perché?
- L’italianità nel Sudamerica e specialmente nell’Argentina, è stata conservata, sviluppata e tramandata sempre a partire dalle associazioni. Ad oltre mezzo secolo dall’ultima ondata migratoria e con la progressiva scomparsa di tanti emigrati, per questioni anagrafiche, il fatto di coinvolgere i giovani nelle strutture della collettività italiana è diventato una necessità imperativa. Oggi il riferimento naturale delle nuove generazioni italo-sudamericane è Ricardo Merlo.

- E come deve articolarsi tale integrazione?
- I giovani si avvicinano alle associazioni per il legame con le loro origini, tradizioni, pranzi o feste patronali, ma non devono farlo soltanto come utenti, devono integrarsi in un ruolo protagonico, come dirigenti. La simbiosi generazionale deve darsi in un ambito armonico, capace di rinnovare e di dare un nuoassociazioni, altrimenti il loro futuro è seriamente compromesso.

- Per quest’anno è in programma a Roma il Congresso Mondiale dei Giovani di origine italiana. Quali sono le tue attese?
- Sarà di somma importanza. In quella sede si cercherà di seminare in un terreno fertile perché la forza dell’italianità emerga nelle nuove generazioni. Bisogna stimolare il dialogo.

- Come ha detto in qualche occasione l’On. Ricardo Merlo: “Non dobbiamo parlare ai giovani, dobbiamo ascoltarli”.
- Coincido al cento per cento. Il dialogo con i giovani è veramente una rivoluzione silenziosa.

Gazzola è un appassionato del tema delle nuove generazioni. Ricordo come chiuse il suo emotivo discorso al Congresso dei Giovani organizzato dalla FEDITALIA, a Rosario, nel 2004: “I giovani non vogliamo stare nè un passo avanti, nè un passo indietro. Vogliamo stare accanto a voi i maggiorenni!”

Ma il nostro intervistato ha inoltre una grande sensibilità e vocazione di servizio verso gli anziani indifesi. E così, come nella vita, ma certamente più rapidamente, passiamo dalla tematica dei giovani a quella dei nostri anziani.

- Che ne pensi dell’implementazione del nuovo programma di assistenza sanitaria in favore degli anziani italiani indigenti?
- La convenzione con la Swiss Medical è partita dal 1º gennaio. Credo molto opportuna portuna questa felice coincidenza con il 60º della Costituzione Italiana, che nel suo articolo 32 determina l’obbligo della Repubblica Italiana, della tutela della salute dei cittadini, garantendo “cure gratuite agli indigenti”. E’ la materializzazione di un diritto fondamentale della persona. Forse è la battaglia piu importante portata avanti in seno al C.G.I.E. (dai colleghi Adriano Toniut, Maria Rosa Arona e Gerardo Pinto, fra gli altri) e dai parlamentari all’estero residenti in Argentina, Ricardo Merlo, Giuseppe Angeli e il Sen. Luigi Pallaro. E’ un passo importantissimo nell’equiparazione dei diritti degli italiani residenti all’estero con quelli degli italiani residenti in Italia.

Le radici di questo nuovo piano di assistenza sanitaria si trovano in una gestione del C.A.V.A. nell’anno 2004. In quel momento, l’allora presidente On. Ricardo Merlo, firmò una convenzione con la Regione Veneto, per la quale la Regione si impegnava a finanziare l’assistenza medica integrale in favore di circa 600 anziani veneti, per il periodo di tre anni. Il così chiamato Progetto A.V.A. (Anziani Veneti in Argentina), una iniziativa solidale esemplare, ha avuto in Merlo il suo ideologo e promotore. “Ho il privilegio di aver collaborato nella veste di redattore e co-autore di quel progetto”, ricorda soddisfatto l’allora vicepresidente del C.A.V.A., Mariano Gazzola.
Questa intervista è una buona forma di iniziare l’anno. Sentiamo giungere boccate di aria fresca dal Paraná. Gli italiani in Argentina, che abbiamo varie decadi addosso, possiamo essere tranquilli. Con persone come Mariano Gazzola, che valorano ed esaltano le loro origini, che si impegnano appieno in quel che fanno, le radici dell’italianità non si asciugheranno: la loro continuità è garantita.

(WALTER CICCIONE)

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“Benevento con il cuore” vince la solidarietà

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Si è svolto nel pomeriggio di sabato a Benevento l'incontro di calcio per beneficenza tra la Nazionale Italiana Parlamentari e la Nazionale Cantanti nell’ambito dell’iniziativa “Benevento con il cuore – La solidarietà in campo”. L’incontro è terminato con la vittoria dei parlamentari con tre gol, rigorosamente bipartisan, a testa per Luca Bellotti, centrodestra e Tommaso Pellegrino, centrosinistra. Ottomila presenze allo stadio Santa Colomba. Con  una esperienza  di semiprofessionismo  sportivo nel calcio argentino alle spalle, in gioventù ha militato nelle file degli All boys, l'on. Merlo ha giocato nella Nazionale Parlamentari come centrocampista.

Si è svolto nel pomeriggio di sabato a Benevento l'incontro di calcio per beneficenza tra la Nazionale Italiana Parlamentari e la Nazionale Cantanti nell’ambito dell’iniziativa “Benevento con il cuore – La solidarietà in campo”. L’incontro è terminato con la vittoria dei parlamentari con tre gol, rigorosamente bipartisan, a testa per Luca Bellotti, centrodestra e Tommaso Pellegrino, centrosinistra. Ottomila presenze allo stadio Santa Colomba. Con  una esperienza  di semiprofessionismo  sportivo nel calcio argentino alle spalle, in gioventù ha militato nelle file degli All boys, l'on. Merlo ha giocato nella Nazionale Parlamentari come centrocampista.

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l'on.Merlo presenta la sua nuova lista dell'Associazionismo

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Buenos Aires - Sabato 8 marzo, nella sede della storica Associazione Unione e Benevolenza, sita in via Juan Domingo Peròn 1372, città autonoma di Buenos Aires, alle ore 17.00, saranno presentati alla stampa, ai dirigenti delle associazioni e ai cittadini il programma politico, i candidati e il simbolo del Movimento Associativo Italiani all' Estero.

E' lo stesso Presidente e fondatore del Movimento Associativo Italiani all?Estero, on. Ricardo Merlo, il candidato risultato il più votato all'estero nelle scorsa tornata elettorale, che spiega: " Sabato prossimo lanceremo la nostra campagna elettorale dalla sede dell' Unione e Benevolenza, e insieme agli altri nove candidati per il Sudamerica per Camera e Senato, illustreremo la linea politica che il nostro Movimento, formazione politica che affonda le sue radici nell'associazionismo italiano in Sudamerica, seguirà a partire da questo momento per vincere le prossime elezioni e portare avanti un chiaro progetto politico-istituzionale per gli italo-sudamericani. Saranno presenti anche esponenti della cultura, artisti e rappresentanti del mondo politico, che guardano con molta attenzione questo nuovo movimento latinoamericano di origine italiana. L'italianità è un grande sentimento, una passione qui in Sudamerica: tutti i nostri candidati la pensano e soprattutto la sentono così. Sabato 8 marzo, presenteremo il Movimento Associativo Italiani all'Estero e offriremo agli italo-sudamericani una vera opzione per il cambio."

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